Fome de Alegria – instinto de felicidade 

Vocês sabem por experiência ou estudo teórico que a alegria é um elemento essencial na vida religiosa, no processo de formação da alma, tanto a sua como a dos outros. Quando a alegria penetra mais profundamente na sua alma, você recebeu um grande presente da Trindade. Portanto, grande satisfação de receber as sementes da alegria!

Fome de alegria! Nossa alma está faminta de alegria, e de forma muito marcada. Além disso, posso dizer que a alma humana é movida em todos os momentos por aquela alegria marcante. De fato: como você verá e ouvirá mais tarde, essa fome de alegria é um instinto primordial da natureza humana. Se, no momento, você quiser refletir um pouco sobre este pensamento, imploro que substitua a palavra fome de alegria por fome de felicidade, por instinto de felicidade. Não sabemos todos nós, pela experiência e pela observação da vida, quão inseparavelmente ligado está o instinto de felicidade e, com ele, o instinto de alegria, à natureza humana? Teremos razão, então, em expandir o conceito e afirmar que, assim como a planta tem fome, ou seja, como depende da luz, do ar e do calor, a alma humana depende da alegria, do brilho do sol de alegria, se não se atrofia. Isso mesmo: a fome de alegria como instinto primordial da natureza humana; o instinto de alegria, o instinto de felicidade como força de enorme ímpeto, como instinto primordial!

Quanto mais consciente você se torna desse fato, mais forte pode se tornar a capacidade receptiva e a disposição, a vontade alegre de receber as sementes da alegria.

(Texto tomado do retiro que o Pe. Kentenich dirigiu a um grupo de sacerdotes alemães de 07 a 13 de outubro de 1934 em Schoenstatt. Editado em espanhol por Editorial Patris, Santiago Chile em jun 2006 sob o título “Las fuentes de la alegría”)