Ocupação predileta de Deus

Deus fez um plano, não apenas para o mundo, mas também um plano particular para minha própria vida. Tenhamos a mais plena convicção disso. Quem desenhou este plano? Não apenas a sabedoria e onipotência de Deus, mas também o amor de Deus. Vale dizer então que é um plano de sabedoria, de onipotência e, acima de tudo, de amor. Ouça com atenção: minha vida obedece… um plano de amor! É verdade. E o que isso significa? Se nos afirmarmos com os dois pés, com todo o nosso ser, no seguinte fundamento: "A minha vida obedece a um desígnio do amor de Deus", nos sentiremos sempre seguros, mesmo nas horas em que não sabemos o que fazer, porque em cada circunstância, ficaremos cientes de que este plano de amor existe para nós. Sei, então, que neste plano de amor este ou aquele sofrimento está previsto. Ser filhos da Providência divina significa estar alicerçado nesse fundamento, o que nos faz dizer que tudo o que nos acontece na vida - alegrias, tristezas, decepções - é parte essencial do desígnio de Deus de onipotência, sabedoria e amor. Em todas as situações que deve enfrentar, o filho da divina Providência sabe-se como o filho predileto de Deus. Porque não é que Deus tenha adormecido. Não, pelo contrário, é precisamente nesses momentos que ele se dedica inteiramente a mim, com que cuidado ele segura os fios da minha vida nas mãos! Sou a ocupação favorita de Deus e Deus é minha ocupação pessoal favorita. É isso que significa ser, na prática, filhos da Providência divina. Se você quiser, pode colocar este pensamento em outros termos: uma simples filialidade é uma parte essencial da nossa estrutura, da nossa espiritualidade. Não foi à toa que falamos sobre o gênio da ingenuidade. Ingenuidade não é primitivismo. Ingenuidade é filialidade, é um espírito de filialidade, um espírito providencial. Meditem sobre todas as cruzes e dores que nos atormentam internamente. Você sabe que sem dor não podemos progredir. Você entende quanta sabedoria de vida está por trás dessa atitude? É sobre a sabedoria de vida dos filhos da Providência. Que essa atitude se torne carne em nós. Saber enfrentar a vida significa saber enfrentar alegrias e dores. Tenha sempre em mente este objetivo extraordinário: "Faça objeto de nossa alegria tudo o que é difícil para nós." E não apenas por razões puramente éticas, mas sempre dentro da estrutura de nosso relacionamento com Deus.

(Retirado de "Nas mãos do Pai", Editorial Patris, Santigo / Chile, páginas 84-88. Texto da "Conferência para a Federação Feminina de Schoenstatt", 1950)