COMO SER SCHOENSTATT EM SAÍDA SEM SAIR?

 Que tempo desafiador estamos vivendo! Um tempo de pandemia internacional: um vírus que nos amedronta, políticas públicas cada vez mais restritivas, crise econômica, social e cultural. Há mesmo muito pelo que rezar!

E então podemos nos perguntar: como ser Schoenstatt em saída quando não podemos sair? Como viver nosso chamado missionário com distanciamento social, isolamento domiciliar – quando não podemos sequer abraçar nosso irmão?

Somos convidados a reafirmar a vivência de um estado permanente de missão. Um estado, quase perene, de prontidão apostólica, em todos os lugares em que nos encontramos, e em todas as circunstâncias que se apresentam em nossas vidas.

“Os desafios do tempo são também as tarefas do tempo”, dizia nosso fundador, e a demanda universal do nosso tempo continua a ser a raiz. Sim, precisamos de raízes: fortes, profundas e simples. Raízes que proclamam a alegria dos vínculos especialmente nas atividades mais cotidianas. Sem alarde, sem arrombar as entradas, no silêncio que emana de uma postura nobre, heroica e humilde.

Podemos ser Schoenstatt em saída para o rapaz do iFood, que enfrenta também suas batalhas diárias e vem até a porta da nossa casa nos entregar o pedido; podemos ser Schoenstatt em saída para a professora da escola dos filhos, que também está cansada de dar aulas cheia de EPI’s (equipamentos de proteção individual) e que não consegue abraçar seus alunos; podemos ser Schoenstatt em saída, vejam só, sem sequer usar termos schoenstattenos – basta que vivamos nossa espiritualidade com radicalidade e alegria. Por fim, podemos ser Schoenstatt em saída ainda que custe não abraçar nossos irmãos, fazendo com que vínculos sejam nutridos e fortalecidos em um tempo que exala solidão e individualismo.

Sim, os desafios do tempo são as tarefas do tempo, e mesmo em meio à tantos desafios, sair de si mesmo continua sendo muito mais difícil que sair de casa.