CONSAGRAÇÃO DO NOSSO FUNDADOR POR SUA MÃE

Ontem (12 de abril), nos lembramos da Consagração à Maria do Fundador da Obra de Schoenstatt, padre José Kentenich, feita por sua mãe. A ocasião histórica todos nós conhecemos: Era 1894 e sua mãe Catarina Kentenich estava prestes a deixar o fundador, ainda criança, no orfanato – devido às graves circunstâncias familiares e a impossibilidade financeira de mantê-lo perto e trabalhar para sobreviverem. 

As circunstâncias emocionais e espirituais, contudo, são apenas conjecturas. O quanto sofreu Catarina como mãe, e o quanto sofreu o pequeno Kentenich como filho; a tristeza em seus olhares; a saudade e a solidão de ambos. Podemos supor, com certa margem de certeza, que a Consagração do pequeno Kentenich à Maria foi um momento emocionante e cheio de espiritualidade, e que ela o forjou como homem, futuro sacerdote, e como Fundador de nossa Obra. 

E por que estou dizendo isso? 

Porque muitas vezes nos esquecemos que nossa oração, direcionada à Deus e a Mãe, por exemplo – devem ser simples, profundas e singelas. Íntima, não como excesso de liberdade mas como certeza de que somos filhos e, assim, nos dirigimos ao Pai. 

Saudamos a Deus do profundo abismo do nosso nada (como nos lembra Santo Afonso Maria de Ligório), mas ainda assim o saudamos como filhos prediletos. Que verdade maravilhosa essa, de nos relacionar com um Deus imenso, que nos ama e nos espera, não é mesmo? 

Catarina Kentenich certamente tratou com Maria com a consciência de que Ela, verdadeiramente, escuta nossa oração. Um diálogo cheio de amor e também de dor – de uma mãe para outra (o que costuma sempre me emocionar). E como nós costumamos levar nossas realidades concretas a Deus? De maneira amorosa, próxima e consciente de que Deus – que é tudo – se preocupa com cada fio de cabelo de minha cabeça? Ou travamos esse diálogo como um protocolo diário, que deve ser feito apenas para ser anotado em nosso horário espiritual? 

A diferença de formato em nossa oração contribui para nossa aproximação ou distanciamento, é causa de nosso amadurecimento espiritual e, por fim, denota nossa humildade e nobreza de filhos

Façamos um exercício: conversemos com Deus ou com Sua Mãe, Maria Santíssima, com todo nosso coração, rasgando nossas vaidades e nos propondo realmente a conhecer a grandeza de Deus, que nos ama e me nos vê exatamente como somos. Que nada mais importe nessa oração, e que possamos entregar a Maria, tal como vez Catarina, tudo o que somos e temos e confiar a Ela a condução de nossas necessidades mais profundas.