O pai: consciência paterna

Em que se baseia a consciência do pai? Nós nos acostumamos a não fazer nenhuma afirmação sem primeiro tentar fundamentá-la em princípios básicos. Quando falamos da consciência do pai, referimo-nos aos mesmos velhos princípios: “Agere sequitur esse” (a ação segue-se ao ser) e “ordo essendi est ordo agendi”. À luz dessas afirmações, podemos dizer que a consciência do pai se baseia, do ponto de vista metafísico, no feliz fato de que o pai é aquele que, transparente do Pai celeste, gera um filho. Na Santíssima Trindade, a pessoa do Pai é aquela cuja qualidade e atividade originais é a capacidade de gerar. Portanto, humanamente falando, pode-se dizer que dentro da Trindade, Deus Pai é o princípio fundamental.

O pai humano participa dessa qualidade e essa participação o torna o portador fundamental da autoridade terrena. A autoridade paterna de Deus é por excelência a "forma original" da autoridade terrena ou humana. Todos os outros modos de autoridade são secundários, são apoiados ou complementados pela autoridade dos pais.

Vale a pena fazer uma pausa neste ponto porque é uma declaração muito profunda. O homem não sabe nada ou sabe muito pouco sobre o que significa paternidade, ser pai e ter senso paterno…. por isso é frequente observar a perda da consciência do pai.

A consciência do pai é baseada, então, na atividade geradora, que por sua vez é um reflexo da qualidade de Deus Pai. A consciência do pai se revela no trabalho de educar os filhos.....

Trecho de uma palestra da Jornada Pedagógica “Grundriss einer neuzeitlichen Pädagogik” de 1950 - Ver: Pedagogia para educadores católicos, Coleção Grande Conferência Nr. 3 - Hermanas de María, Florencio Varela, Argentina, p. 206