Fiel e fidelíssimo cumprimento do dever

Quando falamos de Capita de graças, nossa especial oferta à Maria no santuário de Schoenstatt, sempre nos lembramos do documento de fundação da Obra, e da primeira Aliança de Amor celebrada no santuário original.

Como que Maria falando pela boca de São Miguel, nos diz o Fundador, nos comprometemos à levar ao santuário muitas contribuições ao capital de graças, pelo fiel e fidelíssimo cumprimento do dever. E o que seria isso?

A vivência de nossa Aliança de Amor está atrelada, indissociavelmente, à vivência de nossos deveres de estado, à nossa vocação.

Das Escrituras nos vem o lembrete: do que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?

E poderíamos adicionar: do que adianta à nós ganharmos títulos, posições, responsabilidades, e perdermos a chance de nos santificar como mães, esposas, profissionais, filhas, namoradas, ou alunas?

O fiel e fidelíssimo cumprimento do nosso dever de estado, da nossa vocação, é um caminho árduo mas excelente para a conquista da filialidade e para a entrega de muitos atos de heroísmo, sacrifícios e gratidão. Cotidianamente somos convidados a viver bem nosso dia, à realizar de forma extraordinária nossas pequenas e corriqueiras ações, à ser exemplo silencioso para os que encontro no ponto de ônibus e nas mesas de discussão acadêmica ou profissional.

Não podemos acreditar em uma vida “repartida”. Aqui sou católica e schoenstatteana – acolá sou apenas médica ou jornalista. Aqui vivo meus meios ascéticos – acolá aparento uma vida sem pretensão do céu. Somos integrais e nossas escolhas também são. Pessoas que buscam a santidade de segunda a sábado, e não apenas na missa de domingo. Pessoas que, mesmo muitíssimo limitadas e pequenas, buscam o sadio e integral cumprimento do dever de estado a cada momento e em qualquer situação, ainda que custe e que seja realmente difícil ser quem somos.

Avante – ser quem se é ainda nos levará além.