SIM, TEREMOS NATAL!

Estamos na semana do Natal, uma das semanas mais especiais e profundas liturgicamente, e um tempo de espera confiante no nascimento do Menino Deus em cada um dos nossos corações.
Não que o tempo esteja fácil. Não está. Mas também não estava no tempo – histórico – em que Jesus se encarnou para nos presentear com a salvação.
Não houve circunstância favorável para viver a fé em Cristo em quase nenhum momento histórico, aliás. Mas toda ocasião é um convite muitíssimo claro: agora tens a melhor ocasião para buscar a santificação pessoal e familiar.
É então que os tempos desfavoráveis se tornam ... propícios.
Propício ao heroísmo. Propício à coerência. Propício aos saltos mortais da confiança na Divina Providência.
Nós, do Ignis Mariae podcast, desejamos a todos um santo Natal!
O Salvador vem e nos espera, silencioso, na manjedoura.
Cristo também espera por nós na Eucaristia, em presença real. Já há séculos. E também nos espera no confessionário, com o sacerdote que age in persona Christi, verdadeiramente.
O Natal não exige explicações complicadas e simpósios de teologia. E embora não haja mal algum conhecer as significantes teológicas do mistério da Encarnação, o tema central do Natal permanece sempre sendo um encontro. Singelo. Puro. Alegre. Santificante. Jesus nasce para nos dar a salvação. O único Verbo a nós necessário (dentre toda a verborragia que experimentamos atualmente), se faz carne e habita entre nós. E como O estamos esperando?
Como São Jerônimo somos firmemente convidados a Lhe presentear com nossa história, nossos pecados (também e, especialmente, os de estimação), nossas dúvidas e angústias, nossos anelos e sonhos, nosso entusiasmo, tudo o que somos e temos. Somos convidados a seguir Sua trilha, a buscar – concreta e seriamente – a santidade.
E também somos convidados a usufruir da misericórdia de Deus. Pensemos na cena dos reis magos, por exemplo, que encontram o Deus Menino e retornam por outro caminho (para não tratarem com Herodes, que aguardava a localização de Jesus). Quando nos dirigimos à confissão, por exemplo, podemos voltar por outro caminho. Não queremos mais reencontrar nossos pecados e a vida sem vínculos com Deus (o pecado mortal mata a Graça, afinal). Não, queremos outro caminho, ainda que nossas forças sejam limitadas e nossa natureza muitíssimo fraca.
Que esse Natal seja simples e verdadeiramente um encontro pessoal e de amor, com Deus. O mesmo Deus que nos espera. O mesmo Deus que nos perdoa. O mesmo Deus que nos salva e dá coragem para seguir a vida e caminhar pelos desafios como cristãos, conscientes da fé que professamos.
Ele vem! Que “nossa fidelidade à missão seja nosso Deo Gratias” (PJK)!